quinta-feira, 12 de abril de 2012

Luiz Morgadinho




Luiz Morgadinho


Nasceu em Coimbra em 1964.
Pintor autodidacta.







Exposições individuais:
“Viagens a café”, Bar Académico, Faro. -1995
Diário de Noticias, Lisboa-1996
“Lisboa a café & o bizarro mundo do naif irudito”, Tejo Bar, Lisboa. -1999
“Panorâmicas de café”, Panda line, Oliveira do Hospital. -1999
Caixa Geral de Depósitos, Oliveira do Hospital. -1999
Posto de turismo do Marvão, Marvão. -2000
Hotel Rural Quinta da Geia, Aldeia das dez. -2000
Ritual Bar, Oliveira do Hospital. -2001
Hotel Rural Quinta da Geia, Aldeia das dez. -2001
Pousada de S.Lourenço, Penhas Douradas. -2003
Lagar Vale dos Amores, Ervedal da Beira. -2003
Foyer Espaço Internet, Casa da Cultura de Seia – 2003
Posto de Turismo de Seia – 2003
Posto de Turismo de Seia – 2005
Bola de Neve Seia – 2005
Estalagem de Sta Barbara – Oliveira do Hospital – 2005
Sala de exposições da Câmara de Penamacor -2006
Posto de Turismo de Almeida – 2007
IPJ – Portalegre – 2007
Tejo Bar – Lisboa – 2007
VIIIº. Artis – Posto Turismo de Seia – 2009
Banco de Portugal – Edifício Portugal – Lisboa – 2009
Museu do Sal – Figueira da Foz – 2011
Centro de Interpretação da Cogula – Trancoso - 2012
Teatro Municípal da Guarda (TMG) - 2012
Exposições Colectivas:
“Lisboa, paredes velhas, gente nova”, Centro Cultural e Recreativo dos Corucheus. -1995
“Um café das Arábias”, Palácio do Egipto, Oeiras. -1997
“Café Bagunça”, Mais Galeria, Lisboa. -1997
“Café a dois”, Museu etnográfico de Olivenza, Espanha. -1997
“Amigos da D.Peta”, Galeria dos Olivais, Lisboa. -1998
       “ “ “, Galeria de arte moderna, Melliére, Avignon, França. -1998
       “ “ “, Montfavet, Avignon, França. -1998
Arte 98 – Cordoaria Nacional – Lisboa. - 1998
Iª. Mostra de Artistas Senenses, Salão das Magnolias, Seia. -1999
Iª. Colectiva, Associação Portuguesa de Artistas Plasticos, Lisboa. -1999
Junta de Freguesia de Meruge, Meruge. -1999
“Óptica”, Torres Novas. -1999
Colectiva de Natal, Tejo Bar, Lisboa. -1999
IIº. Agirarte, Oliveira do Hospital. -1999
“Amigos da D.Peta”, Galeria Fitares, Câmara Municipal de Sintra. -2000
IIª. Mostra de Artistas Senenses, Salão das Magnolias, Seia. -2000
IIIº. Agirarte, Oliveira do Hospital. -2000
“As cores do café”, Posto de turismo do Marvão. -2000
  “ “ “ “, Centro de interpretação da natureza, Castelo de Vide. -2000
“Papel de parede”, Tejo Bar, Lisboa. -2000
IIIª. Mostra de Artistas Senenses, Salão das Magnolias, Seia. -2001
Góis Arte. Góis. - 2001
Expomeda – Meda. - 2001
Tribunal da Relação de Coimbra 2001
IVº. Agirarte, Oliveira do Hospital 2001
Iº. Artis, Seia 2002
Góis Arte. Góis.  -2002
O Café, Tejo Bar, Lisboa. -2002
IIº. Artis, Seia, 2003

Casa da Cultura Coimbra, MAC. -2003

Góis Arte. Góis. – 2003
CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela, Seia – 2004
IIIº. Artis, Seia.  – 2004
Góis Arte. Góis.  – 2004
Instituto Politécnico de Seia – 2004
IVº. Artis. Seia.  – 2005
Góis Arte. Góis.  – 2005
Vº. Artis. Seia.  – 2006
Góis Arte. Góis – 2006
Arte Covilhã. Covilhã.  – 2006
Tea’s me – “Tea’s me with coffee”- Londres – Inglaterra - 2007
VIº. Artis. Seia. -2007
Arte Almeida. Almeida.  – 2007
Centro Cultural de Vila Flor - 2007
Góis Arte. Góis.  – 2007
Arte Covilhã – 2007
Galeria Minerva. Coimbra.  – 2008
VIIº. Artis. Seia – 2008
Góis Arte. Góis.  – 2008
Oroso Arte – A Coruna – Espanha - 2008  
Convento de S. Francisco – Arte Clara – Coimbra - 2008
Tejo Bar – Extractos em Pequenos Formatos – Lisboa – 2008
Livraria Fabula Urbis – Lisboa - 2009
Pavilhão de Portugal – Coimbra – 2009
Fundação Bissaya Barreto, Casa Museu. – Coimbra – 2009
Contrabaixo – Praia de Mira – 2009
Museu do Moinho – Cernache – 2009
Museu Grão Vasco  – Viseu – 2009
VIIIº. Artis – Seia – 2009
Queima Solidária – Clube Médico – Coimbra – 2009
Góis Arte. Góis.  – 2009
Encontrartes – Estremoz – 2009
Estrela – Rio Grande do Sul – Brasil - 2009
A Bilha. Projecto de Arte – Estremoz – 2010
            IX Artis – Seia – 2010
Góis Arte. – Góis – 2010
Projecto Trisena. – Museu Municipal de Penamacor – 2010
A Bilha. Projecto de Arte. Museu da Água – Lisboa – 2010
50 Artistas. Atelier Sérgio Amaral. Sta Luzia – Mangualde – 2010
            Utopia do Azul – Évora - 2010
Agirarte – Oliveira do Hospital – 2010
Agirarte – Tábua – 2011
Agirarte – Góis – 2011
Artshow – FIL – Lisboa – 2011
Artis – Seia – 2011
Góis Arte – Góis – 2011
Oroso Arte – A Coruna – Espanha – 2011
Artshow – Expo Oeste – Caldas da Rainha – 2011
O Corpo Na História – Casa da Cultura – Seia 2011
Surrealismo – Livraria Barata – Micro Arte Galeria – Lisboa – 2011
Invent’art – Odivelas - 2011
Surrealism in 2012 – Pennsylvania – Philadelphia  – EUA – 2012
Surrealismo – Livraria Barata – Micro Arte Galeria – Lisboa -2012
Revista Novos talentos – Montijo – 2012
Arte Fantástica & Surrealismo1 – Casa Roque Gameiro - Amadora – 2012
Utopia do Azul - Teatro José Lúcio da Silva – Leiria – 2012
Surrealism in 2012 – Gallery at Walnut Place – Philadelphia – EUA – 2012
2º Salão Internacional na Galeria Vieira Portuense - 2012 


Distinções / Observações
Menções Honrosas; Festa das Colectividades, Lisboa - 1996
Feira Internacional - Torres Novas - 1997
Nisartes – Nisa – 2000
Homenageado na Artis - Seia – 2009
Premio Município de Oliveira do Hospital – Agiarte - 2010   


Representações;
Ayuntamento de Olivenza. - Espanha
Câmara Municipal de Seia.
Câmara Municipal de São Brás de Alportel
Câmara Municipal de Marvão
Câmara Municipal de Penamacor
Câmara Municipal de Oliveira do Hospital
Fundação Bissaya Barreto - Coimbra
Junta de Freguesia de Crato
Museu do Café - Cadenazzo. – Suíça
Colecção Telo Morais - Coimbra
Micro Arte Galeria – Salão Magnólia – Lisboa
Micro Arte Galeria – Ericeira
Galeria Rastro – Figueira da Foz 
… E em diversas colecções particulares Nacionais e Internacionais 


Citado no livro: 
"Arte 98”, de Fernando Infante do Carmo.
“Entrevista com D.Peta”, de Mané do Café
“Was Bach Brazilian? O Puto do Adufe ou O Inventor do Baião”, de vários autores. Prémio Fnac/Teorema 2003
“Punk Rock & Cia”, em parceria com Mané do Café, PANGEIA, ISPA, Teorema, de 2005
“Debout Sur L’Oeuf nº 1” Revista Internacional de Surrealismo de Miguel de Carvalho & Rik Lina, 2010 

Ilustração capa do livro,
 “Um Antropólogo nas Colectividades”, de Luís Felipe Maçarico. Edição da Câmara Municipal de Lisboa.

3. "Eterno Feminino"

Acrílico s Tela
70x50 cm

2. "Ciclo da Vida"

Acrílico s/ tela
90x100cm
2011

Luz incendiada


é tempo de libertar as imagens e as palavras das minas do sonho a que descemos mineiros sonâmbulos da imaginação
(Tempo de Fantasmas, A. O’Neill, 1951)


Luiz Morgadinho pinta o que denuncia, o que quer combater. Pinta o que ele não é, esclarecendo suficientemente a verdadeira identidade do que quer combater. Recorro a uma imagem arrabalesca para o definir: “ tal como existem arquitectos edificadores de cidades, existem também arcanjos edificadores de bosques e outros lugares poéticos ”. Morgadinho é um desses arcanjos, um poeta da imagem que se aproxima subtilmente da crítica social e política, questionando a pertinência e a capacidade simbólica da vida tradicional, desfigurando profundamente os seus clichés e as suas convenções. É um criador que “imprime” na sua obra um diálogo com uma estética de descontinuidades e de rupturas recorrendo aos artífices das técnicas plásticas em que é mestre. O princípio supremo da sua intenção artística é o choque dos receptores , leitores da sua imagem plástica. Ele visa a subversão perante as formas instituidas, lutando contra a tradição e contra o conformismo da cultura burguesa. Com efeito, utiliza o Humor Negro - “disciplina” recorrente e tão querida entre os surrealistas - como a sua principal ferramenta e como revolta superior do espírito, ultrapassando a intencionalidade satírica e moralizadora. Um humor sinónimo de denúncia, revolta e libertação. Mas refiro-me também aqui a uma subversão particular: a do sistema artístico em que a arte é vista uma mercadoria.

Entendo que em Morgadinho, a pintura é uma missão social. Sem pretensão alguma uma justificação de encontros, de formas e de imagens, entendo que o seu homónimo na literatura é Mário Henrique Leiria. Embora distanciados em cerca de quarenta anos com uma imagética verbal muito actual (aliás ad eternum), as raízes pictóricas de Morgadinho parecem encontrar-se nas mesmas origens e convertem em novidade as imagens leirinianas, ou seja, um renovar órfico das tradições, devorando e renascendo em si mesmas, como constantes limitações ilimitadas do Homem.


miguel de carvalho
cabo mondego, 24 de junho de 2011

sábado, 25 de junho de 2011

PINTURA DE LUIZ MORGADINHO

"A Cruz que Carregas"
Acrílico s/ tela
"Chapitôt da Vida"
Acrílico s/ tela

"Depois do Homem Partir" 

"Retrato de uma essência"
Acrílico s/tela
"Planet Saint Exupéry"
Acrílico s/tela
57x73 cm

“No país dos Lambe Botas” de Luiz Morgadinho vence AGIRARTE 2010

por i com Agência Lusa, Publicado em 28 de Dezembro de 2010

A pintura a óleo intitulada "No país dos lambe botas" venceu a XIII edição do festival de artes plásticas de Oliveira do Hospital AGIRARTE, anunciou hoje a organização.

O prémio, no valor de 750 euros, coube ao artista Luís Morgadinho que, numa imagem de cariz surrealista, pretende retratar a situação social que se vive em Portugal.

"Vivemos no país da cunha e dos lambe botas", afirmou Luís Morgadinho, "as minhas obras tentam afirmar uma contestação social à situação do país e fico muito contente por ter tido o reconhecimento do júri", adiantou.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

LUIZ MORGADINHO

Natural de Coimbra, onde nasceu em 1964, o artista assume-se como pintor autodidacta, apesar de ter frequentado o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra e o Curso de Artes e Técnicas do Fogo na Escola Avelar Brotero.
Nos anos 80, partiu para a capital em busca de espaço para a sua irreverência vanguardista, chegando a integrar “algumas formações na área do rock alternativo, performances, e de acção libertária”. Logo depois, decidiu quebrar com as rotinas do emprego certo e passou a dedicar-se exclusivamente às artes. Realizou algumas experiências na área da cerâmica e aprendeu diferentes técnicas de pintura com os artistas Jorge Marcel, António Montelhano e Jorge Carlos de Oliveira.
Pelo meio dos anos 90, a vida de Luiz Morgadinho estava definitivamente moldada pela agitação artística da Lisboa boémia e o artista desdobrava-se em projectos diversos. Para além da intensa produção de pinturas com café e aguarelas, publicou um livro em parceria com o pintor e escritor Jorge Carlos de Oliveira, ilustrou um livro do Prof. Luís Filipe Maçarico e a colectânea “Arte 98”, de Fernando Infante do Carmo.
Vive actualmente em Santa Comba de Seia servindo-se de um dos métodos preferidos dos surrealistas, o ilusionismo fotográfico, e guiado pelo princípio da imaginação como motor da criação, Luiz Morgadinho constrói malabarismos filosóficos para desmascarar as incongruências do nosso tempo.